Os alunos que frequentam as disciplinas de Espanhol e de História e Cultura das Artes, do prosseguimento de estudos e dos cursos profissionais realizaram uma visita de estudo de quatro dias a Sevilha e Córdova, que decorreu entre os dias 20 e 23 de março. 

A visita de estudo proporcionou aos alunos, para além do enriquecimento cultural e da prática da língua em contexto, momentos de animado convívio e diversão entre todos. No final da visita, o balanço foi considerado muito positivo, sobretudo pelo interesse que os locais visitados despertou nos participantes. Nesta visita percorremos séculos de história e de tradições culturais. 

Do período romano visitámos o conjunto arqueológico de Itálica, imponente cidade fundada no séc. III a. C. e que ainda hoje ostenta um anfiteatro bem preservado, com capacidade para 25000 espectadores, e um conjunto de domus com mosaicos de assinalável qualidade artística. 

Em Sevilha e Córdova, coração do Al-Andalus, admirámos a pujança da idade de ouro islâmica, com destaque para as suas mais preciosas joias artísticas: a  Mesquita de Córdova e o Real Alcazar de Sevilha. E da idade média islâmica transitámos para a idade média da pós-reconquista, da afirmação do catolicismo, com a visita à catedral de Córdova, imersa no coração da própria mesquita, e à catedral de Sevilha, a maior catedral gótica (em área coberta) da cristandade. Impressionantes peças de arte sacra estavam patentes, de entre as quais se destacam o impressionante retábulo flamengo do altar-mor, a custódia de mais de 1,90m de altura, em prata maciça, e as pinturas de Murillo, Zurbarán e Goya.

Contemplámos a Sevilha do séc. XVI, centro da economia-mundo, do século XVII, do misticismo barroco da contrarreforma, do século XX, através da afirmação nacionalista da sua arquitetura revivalista presente na Praça de Espanha e no parque Maria Luísa, culminando no futurismo ecologista da arquitetura do Metropol Parassol, o mais alto edifício da Europa construído em madeira, com uma vista deslumbrante, de 360º sobre toda a cidade.

No último dia, já de regresso a casa, visitámos o Molhe das Caravelas, em Palos de la Frontera, local onde ainda hoje se ergue o histórico Mosteiro de La Rábida, onde Cristóvão Colombo programou a sua grande aventura e onde foi construído recentemente um museu dedicado a essa viagem, que integra apresentações multimédia e réplicas em tamanho real da Nina, da Pinta e da Santa Maria, para além de uma reconstituição do ambiente portuário de Palos de la Frontera, no século XV, e do habitat indígena que Colombo foi encontrar nas Américas. As embarcações estão dentro de água e recriam com grande realismo as condições de vida a bordo das caravelas e das naus, em finais do séc. XV. 

E não havia sítio mais apropriado para tirar uma fotografia de grupo do que no convés da nau Santa Maria selando, simbolicamente, o fim da nossa aventura em terras sarracenas e castelhanas. Vejam as fotos dessa epopeia.

 

As professoras responsáveis, Sandra Domingues e Ana Bernardo.